Somália usa bom humor para tentar esquecer sequestro-relâmpago
Volante do Botafogo afirma que não foi reconhecido pelo assaltante. 'É porque estou fora da mídia', brinca
Quando entrou na sala de imprensa de General Severiano e viu o reluzente colar dourado do zagueiro João Filipe, Somália não perdeu tempo:
- Cuidado com isso aí, pretinho! Tá perigoso lá fora!
Foi assim, mostrando preocupação e bom humor que Somália retornou aos treinamentos nesta quinta-feira, um dia depois de ser vítima de um sequestro-relâmpago quando seguia de carro de casa para o Engenhão, onde o Botafogo se reapresentou. O volante deixou claro que pretendia falar pela primeira última vez sobre o incidente.
- Fiquei muito nervoso e pensava na minha filha. É algo que não desejo para ninguém, pois traumatiza mesmo. Mas tenho pessoas que gostam de mim e que me apoiaram nessa hora. Já passei por outras dificuldades, mas procuro transformar tudo de ruim numa página virada. Nas situações adversas procuro colocar alegria - disse.
De acordo com a ocorrência registrada na 16ª DP da Barra da Tijuca, Somália percorreu as ruas do bairro com uma arma apontada por um bandido, que levou dinheiro e joias. Ainda abalado, o jogador pediu ao gerente de futebol Anderson Barros para dormir na concentração alvinegra, para descansar e tentar apagar o episódio do pensamento. Ele disse ainda que, durante o assalto, chegou a se identificar, mas o ladrão não o reconheceu.
- É porque estou fora da mídia - brincou o volante.
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